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Inclusão digital na terceira idade

  • 15 de jan. de 2018
  • 3 min de leitura

Caminho para acessibilidade e combate à solidão

A tecnologia e a internet são cada vez mais presentes na vida das pessoas, de jovens, adultos, crianças e idosos também. Segundo pesquisa realizada pela Telehelp, 66% dos brasileiros acima dos 60 anos usam a internet, possuem smartphones e utilizam os aplicativos tão ativos na atual geração.


A inclusão digital deve ser para todos e é muito importante para as pessoas na terceira idade, pois facilita a socialização nessa fase da vida tão cheia de perdas, “Perdas das próprias capacidades que são comuns do envelhecimento, de grupos sociais, de amigos, às vezes os familiares não dão muita atenção, esse é um grande benefício para eles, a questão de socializarem”, afirma a Psicóloga Paula Danielle Palheta Carvalho, da Clínica de Psicologia da UFPA (Universidade Federal do Pará), que participou no período de março a dezembro de 2016 do Projeto Idoso.com, coordenado pela professora Celina Maria Caleno Magalhães, do Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do comportamento.


O Projeto tinha como objetivo a inclusão digital na terceira idade, assim como analisar e avaliar o comportamento dos idosos antes e depois do processo. Avaliação que se deu por meio de testes feitos antes e depois de todo o processo. Segundo Paula, além do benefício da socialização, o contato com a tecnologia e a internet também melhora as funções cognitivas do idoso, melhora a capacidade de concentração e estimula a memória, visto que as pontuações dos participantes melhorou bastante ao final do projeto.


Muitos são os motivos para usar o smartphone, dentre eles estão a comunicação com parentes e amigos, a facilidade em comprar coisas e fazer transações bancárias sem sair de casa, o entretenimento por meio dos jogos disponíveis e obter conhecimento sobre assuntos próprios da idade. “A necessidade de me comunicar com outras pessoas e estar sempre em contato com meus filhos, me fez usar o smartphone, através dele falo com minha filha que mora no Canadá. Também uso aplicativos de bancos, faço transferências, consultas, pagamentos e empréstimos”, afirmou Adamilson Duarte, 72 anos.


“No celular eu uso mais o whatsapp, o facebook e os joguinhos. Agora a minha filha me ensinou a pesquisar na internet. Eu acho bom, porque eu vejo as respostas das palavras cruzadas que eu jogo no celular, as frutas que fazem bem e as doenças que eu tenho. Não preciso mais ficar perguntando nada pra ninguém”, relata Rosalina Vaz, 71 anos.


Apesar dos benefícios da interação com a tecnologia e a informação, os idosos mostram-se preocupados com os golpes e as notícias falsas que circulam na rede, e procuram se prevenir delas, “Eu não confio em pagar nada pela internet, jamais eu faria isso, eu morro de medo de ser roubada. E também não acredito em algumas notícias que saem na internet, porque muita coisa é mentira. Só o Didi já morreu quatro vezes, da primeira vez eu fiquei agoniada. Porque onde eu moro as notícias demoram a chegar, e fiquei esperando aparecer na televisão pra saber se ele tinha morrido mesmo, mas era tudo mentira. Eu acho que isso é coisa de quem não tem o que fazer, eles não deveriam fazer isso, mentir sobre a morte dos outros. Desde então, não acredito logo”, afirmou Rosalina.


O uso do smartphone mudou também a maneira da terceira idade se manter informada, Adamilson conta que cancelou assinaturas de jornais e revistas por ser mais fácil se atualizar pelo celular. E disse que só usa sites que identificam notícias falsas. Essa interação tem transformado a vida das pessoas que não nasceram em meio à era digital, mas têm que aprender a conviver e utilizar as tecnologias disponíveis para facilitar a vida, não se sentirem alienados do mundo, além de ajudar nos relacionamentos e combater a solidão. “Eu adoro usar o celular. Gosto das mensagens bíblicas que chegam pra mim, sempre passo para os meus familiares e amigos. As ligações de vídeos, gosto demais, porque posso ver quem está longe. É muito bom, nunca mais eu me senti só’’, conclui Rosalina.


 
 
 

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