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Atrasos e Promessas

  • 26 de fev. de 2018
  • 3 min de leitura

As obras na Avenida João Paulo II se arrastam desde 2013 e já provocam grande insatisfação nos moradores que vivem no entorno

O prolongamento da Avenida João Paulo II é um projeto do Governo do Estado e da prefeitura de Belém desde o final da década de 1990. Na época a avenida ainda se chama 1º de dezembro. Em 2002, a prefeitura de Belém publicou uma lei que instituiu o início das obras de prolongamento da avenida. De acordo com a determinação, a rodovia seria ampliada para abrir mais uma opção de saída da capital.


A obra, que está sendo feita da passagem Mariano à rodovia Mário Covas, faz parte do programa de desenvolvimento urbano Ação Metrópole, executada pelo núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM) do Governo do Estado. Segundo o projeto, a avenida terá 4 km de extensão, duas pontes para carros, sete passarelas, seis pontos de parada de ônibus, três faixas em cada sentido, uma ciclovia, calçadas em ambos os lados, radares de controle de velocidade e cinco km de vias complementares. A obra será usada também como uma barreira física para o Parque Ambiental do Utinga.

A licitação do projeto foi vencida pela construtora Camargo Corrêa, envolvida em diversos escândalos de corrupção por superfaturamento de obras. A empresa, inicialmente, estipulou um prazo de 14 meses para a conclusão. Porém, esse prazo não foi cumprido. Dois anos depois, no início de 2015, o governador Simão Jatene informou que só havia concluído 50% das obras, e anunciou que em setembro a obra completa seria entregue. Mas, novamente, as obras não foram entregues dentro do prazo.


Em 2017, o governo do Estado voltou a dizer que finalizaria a obra no fim do ano, e que já haviam sido concluídos 55% das obras. Assim como os outros prazos estipulados pelo governo esse também não foi cumprido. No fim de 2017, foi divulgado uma nova data de entrega.

Contudo, alguns trabalhadores informaram que falta "muita coisa", e que a queda da estrutura da passarela após forte chuva, demandará mais um esforço que eles achavam ter terminado. “Isso de entregarem agora em fevereiro é só história. Agora que a estrutura da passarela caiu, vai demorar mais ainda” diz um dos trabalhadores da obra que preferiu não se identificar.


“Ainda não vejo muito benefício, mas com asfalto que já chegou atrás da minha casa vai ficar mais fácil para ir trabalhar”, diz a autônoma vendedora de bolos e salgados Lucia Ferreira (42), que mora no local há 15 anos. Ela também reclamou da poeira que a obra faz, e disse que ninguém do governo à procurou para dar qualquer tipo de assistência ou explicações sobre a obra.


“Acredito que isso vai trazer mais segurança para o local, porque algumas vezes bandidos pularam o muro que tinha para se esconder no mato”, declara Raimunda Conceição, (60) aposentada e moradora do local a 10 anos. Ela também disse que nem acreditou quando as obras começaram, depois de tanto tempo de promessas, contratempos e mudança de gestão.


“Para mim a obra vai melhorar bastante, pois moro em mosqueiro e não vou mais precisar pegar o entroncamento e o início da BR para chegar no trabalho”, diz Charles Santos, (34), segurança do Instituto Federal (IFPA), que mora longe do local, mas trabalha em frente a obra. Apesar da facilidade que terá de chegar ao trabalho após a conclusão das obras, ela reclama que as árvores que foram retiradas para a construção não serão replantadas.


Charles também reclama que a divisória das pistas não tem calçada. "O pessoal na pressa para chegar ao outro lado vai pisar na grama que colocaram. Tudo vai ser destruído até virar lama. Vai ficar uma imundice só". Ele também disse que a calçada já está com problemas, e que a sinalização tátil está sendo mal colocada.


Apesar dos contratempos que já se apresentam no início do ano, como a queda da estrutura da passarela, o governo afirma que mais de 90% da obra já está concluída.


 
 
 

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