A Liga
- 29 de jan. de 2018
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ONG promove ações voluntárias em creches e hospitais
pela grande Belém

Com o desejo de ajudar pessoas necessitadas nos hospitais da capital, a organização não governamental de cunho social A Liga, fundada em 30 de julho de 2015, realiza ações sociais em diversos bairros da grande Belém. Desenvolvendo ações sociais sem fins lucrativos, por meio de visitas em casas de apoio de pessoas com câncer, o projeto atende prioritariamente o público infanto-juvenil. Além disso, a ONG realiza intervenções com uma série de outros projetos sociais.
Aquele desejo de ajudar ao semelhante reuniu um grupo de amigos para realizar ações filantrópicas, mas o número de pessoas aumentou e hoje a ONG A Liga se tornou um projeto social. “A grande maioria que participa da A Liga são jovens, a maioria universitários. Atualmente contamos com a ajuda de 53 voluntários trabalhando fortemente na ONG, e são pessoas que tem um trabalho muito bonito. Já conseguimos atender muitas crianças”, disse Tamara Mesquita, coordenadora geral da ONG.
Não conformados em apenas fazer visitas em hospitais, ou creches, os jovens decidiram intervir nos problemas sociais ao seu redor. Mesmo sem condições financeiras para realização de grandes projetos, os membros nunca desistiram d’A Liga, e cada vez mais tem ajudado pessoas que necessitam. Através de vendas, arrecadação de alimentos, roupas, eletrodomésticos e brinquedos, tudo para doação, os membros consegue manter a ONG. “Em todos os lugares que nós podemos ajudar, nós ajudamos para tentar suprir aquela necessidade, não sei se por completo, mas pelo menos amenizar a carência e a dor das pessoas que precisam”, disse Eloh Sousa, coordenadora de cultura do movimento.
Para Tamara Mesquita a ONG exerce um trabalho muito duro, o projeto não tem recursos suficiente, por isso precisam de ajuda, como doações. "Nós trabalhamos com muitas vendas de comida, de água, fazemos bazar todo o mês, porque é isso que sustenta a ONG. Então toda ajuda é bem-vinda. Só entrar em contato conosco através da página no facebook (@aligabelem), ou falar diretamente com os coordenadores ou com algum voluntário da A Liga”, explicou a coordenadora geral da ONG.

No ano passado, A Liga se reuniu na praça Olavo Bilac na Terra Firme, bairro em que nasceu o grupo, para realizar arrecadações de cabelos que foram usados na confecção de perucas para crianças com câncer. Esse projeto social intitulado como “Cabelo Mágico” é uma das séries de projetos que a ONG realiza todo ano.
Rafaela Aviz foi uma das voluntárias a doar o cabelo. Segundo ela, pelo fato de já ter convivido com pessoas com câncer e escalpeladas ela doou o cabelo sem pensar duas vezes e garante ter sido uma experiência muito emocionante. Além de ter sido voluntária na doação, Rafaela é membra ativa da ONG e ajudou também na divulgação da ação. “Fizemos uma divulgação pesada nas redes sociais e conseguimos 150 doações, sem contar com as pessoas que iam passando e decidiram cortar o cabelo na hora. Foi muito emocionante poder fazer parte”, declarou ela.

Outra ação realizada pela ONG é a doação de sangue para o Hemopa, ação essa conhecida como “Sangue Mágico”. Através das redes sociais, A Liga consegue mais doadores, além dos próprios membros da ONG. “Realizamos mutirões todo o mês para a doação de sangue. Geralmente são os próprios membros que doam, mas como nem todos tem os quesitos que precisam para doar, nós pedimos que cada membro consiga pelo menos uma pessoa para doar, e também divulgamos muito pelas nossas redes sociais” explicou Priscila Lorena, coordenadora do projeto sangue mágico.
No dia 17 de novembro de 2016 a ONG apresentou o musical do Frozen e o da Bela e a fera na escola Almerindo Trindade, no bairro da Pedreira. Além da apresentação dos musicais, foi apresentada também uma peça de conscientização sobre bullying, muitas brincadeiras, danças, e histórias que foram contadas com o intuito de levar a literatura até essas crianças. “Recebemos muito carinho das crianças no final. Elas nem queriam que a gente fosse embora, teve umas que seguiu a gente até na parada de ônibus para se despedir mais”, disse Rafaela, voluntária da ONG.
Além de todas essas ações e projetos sociais mencionados, existem outros, muitos que já são realizados e outros que ainda serão. Mesmo com a falta de tempo e de recursos, os membros lutam para não deixar as ações pararem. Ajudar o próximo e levar alegria para as pessoas é a meta principal da ONG.
“Às vezes o que as pessoas precisam é apenas de um afeto, um carinho, um sorriso, um abraço, uma palavra de conforto, um alimento ou até mesmo um cabelo. Precisam apenas de algo que possa levar alegria e esperança para elas. A partir do momento que começamos a ter experiências com A Liga, a gente consegue vê o quanto somos abençoados e que podemos sim, com o pouco que temos mudar a vida de alguém e de alguma maneira interferir para que o nosso mundo possa melhorar. Pra mim isso não é trabalhoso, não é nenhum sacrifício eu doar meu tempo por essas crianças, porque o nosso trabalho é reconhecido, talvez não por todos, mas pelas crianças e isso é muito gratificante”, declarou Eloh Sousa, coordenadora de cultura da ONG.












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