Amor aos peludinhos
- 30 de out. de 2017
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Voluntários trabalham no campus da universidade para garantir o bem estar e a saúde dos animais


A situação dos animais de rua no Brasil está cada vez mais delicada. Cães e gatos sujos, magros, famintos e doentes, muitas vezes invisíveis aos olhos da sociedade. Revirando o lixo atrás de comida, esses animais contraem diversas doenças, representando hoje um problema de saúde pública. Para proporcionar maior qualidade de vida para esses animais, alunos da Universidade Federal do Pará (UFPA) criaram o Projeto Peludinhos da UFPA, um dos pioneiros na cidade. Há 20 anos o projeto realizam ações de auxílio e amparo aos bichinho da universidade.
Os peludinhos surgiram com um ato simples. Suely Palheta, funcionária da universidade decidiu começar a alimentar alguns animais do Campus Básico. Depois de um tempo, o projeto foi crescendo e ganhando mais voluntários. Hoje, é difícil encontrar alguém que frequente a Cidade Universitária e nunca tenha ouvido falar da ação.

No princípio, o Peludinhos era chamado de “Projeto Vida Digna”. Por conta de mudanças na direção e uma nova proposta de caráter ambiental, o projeto ganhou uma marca própria e o nome “Peludinhos da UFPA”. Apesar de composto por um número pequeno de voluntários, hoje o projeto atende duzentos animais. O projeto realiza acompanhamento para evitar a propagação de doenças infecciosas.
O projeto procura sempre fazer castrações, vermifugações, internações e atendimento, porém existem alguns obstáculos. Para que haja a castração dos animais da universidade, é necessária a solicitação de vagas no centro de zoonoses ou na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Entretanto, esse demanda tempo e, até que cães e gatos sejam atendidos, muitos acabam tendo filhotes, aumentando assim, o número de animais pelo Campus. Como forma de solução, é realizada a Doação Responsável mediante documentação e após uma entrevista do adotante a fim de definir se o animal terá todas as condições favoráveis para que ele viva e se desenvolva em seu novo lar. O projeto preocupa-se em se manter informado sobre as condições dos animais mesmo após a adoção, por meio de fotos, vídeos e o estado de saúde do animal.
Outro obstáculo a ser enfrentado pelo projeto diz respeito aos custos de serviços veterinários. Apesar do projeto contar com a redução de custo para tratamento em algumas situações, é necessário arrecadar fundos para custear o serviço. De acordo com a bióloga e coordenadora do projeto, Elizabeth Pires, a qualidade de vida do animal é prioridade. “Nem sempre o mais barato oferece um serviço de qualidade e muitas vezes acaba por expor a vida do animal, além disso, algumas clínicas se recusam a atender os animais por eles serem de abrigo” afirma. Para arrecadar fundos, o projeto realiza eventos quando há a necessidade de comprar alimentos, cuidar de animais doentes e promover melhorias no espaço de acolhimento. Colaboradores da comunidade externa ajudam por meio de doações e apoio.
Como compromisso de campanha, o atual reitor da UFPA, Emmanuel Tourinho, propôs o Projeto Victório que tem como finalidade dar atendimento aos animais. A proposta, já em fase de andamento, busca deslocar os animais do campus para um espaço desenvolvido com o intuito de tratar os animais. “Nós esperamos no médio prazo garantir para os animais uma condição de saúde e segurança e para os usuários do Campus, igualmente”, afirmou o reitor.
O projeto Peludinhos da UFPA não se caracteriza como um abrigo pois não aceita animais externos à universidade. Por dia, são consumidos em torno de 20 quilos de ração vindo de doações. Apesar das dificuldades, o projeto está sempre a procura de promover melhorias a fim de oferecer condições adequadas aos animais.





























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